Se entrou aqui é porque provavelmente coloca a si mesmo a hipotese de recorrer à ajuda de um psicólogo. Hoje em dia, procurar ajuda psicológica especializada acaba por fazer parte do quotidiano de muitas pessoas, pelo que é perfeitamente natural que em algumas fases da sua vida, crítica ou não, necessite de recorrer a um psicólogo. Não é vergonha alguma dizer que se anda num psicólogo, porque muitas vezes as potencialidades de nos sentirmos bem estão dentro de nós, nós é que não as vislumbramos.........



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Como controlar a sua raiva....

Controle da Raiva
 
Você já deve ter passado por situações de morrer de raiva . Existem dias que parece que tudo está mal, qu nada corre bem, tudo é errado: o transito infernal, o seu chefe nem deu importância para o seu trabalho que lhe custou um dia inteiro e umas quantas horas de sono, o supermercado que não tinha troco ou o multibanco não funciona. Não dá para aguentar. Uma coisa destrutiva vai se formando emergindo dentro de si e, você acaba por descontar, descarregar todas as suas frustrações cima do marido, esposa, mãe, enfim, em cima de quem não tem nada a ver com a origem do problema.

Temos que perceber que a raiva por si só não é uma coisa "má", a raiva é um mecanismo de defesa e foi fundamental para a sobrevivência das espécies. Um dos mecanismos de auto defesa é a raiva, pois ela de mobiliza contra o ataque alheio.

Existem momento em que dá mesmo vontade de gritar e até de agredir uns e outros. O problema surge justamente esse quando essa revolta o faz perder o controle e agir desproporcionalmente.

Raiva está relacionada com a frustração e aparece em dois tipos de situações:

- Quando você não consegue realizar uma coisa que queria muito - você sente-se frustrado .

- Quando você se sente desprezado, diminuído e desvalorizado.



 
Tal como já aqui falei em artigos anteriores, existem pessoas com uma habilidade brutal em fazer os outros sentirem-se diminuídos, e conseqüentemente morrendo de raiva, por exemplo, o cliente que coloca a loja "abaixo", fala mal de todos os produtos e não compra nada, ou o chefe que parece que faz de conta que você não existe, ou as pessoas do seu seio familiar que não reconhecem o trabalhão que você teve em limpar a casa, fazer o almoço o jantar, deixar tudo limpinho e arranjado. Tudo isso "mina" qualquer um de raiva.

Existem duas formas muito negativas de lidar com essa raiva:

- Explodir e perder o controle. Quem perdeu o controle perde a razão, mesmo que a razão esteja toda com ele na hora da explosão ela vai para o “ralo”.

- Abaixar a cabeça. Engolir sapos não é saudável. Normalmente a pessoa que engole é aquela que traz dentro de si uma educação onde deve sempre atender às expectativas dos outros. Quando você tem a crença que as necessidades dos outros são mais importantes que as suas você desenvolve um ego fraco, torna-se uma pessoa incapaz de responder e de se impor quando precisa. Saber dizer “Não” é saber cuidar de si mesmo, é enfrentar o problema. Se não conseguir você ficará vítima e refém da raiva.
 
Não ter raiva nenhuma é tão perigoso quanto explodir de raiva. Mas é preciso aprender a externalizar os sentimentos na hora certa, da forma certa, na medida certa e com a pessoa certa.

Raiva não expressa da forma correta pode desencadear depressão ou grandes desastres no trabalho, no grupo social ou escolar.

Uma das piores coisas a fazer é disfarçar a raiva . Existem pessoas que dizem “Eu controlo-me” quando na realidade ele disfarçou, engoliu. Isso é péssimo. Controlar a raiva é aprender a lidar com ela.

 
Raiva está diretamente ligada ao stress pois passar raiva dia após dia vai te debilitado e você nem percebe o porquê.

Identifique o stresse despoletado por raiva “engolida”

- Irritação

- Sono perturbado - dorme demais ou de menos

- Perdeu a capacidade de sentir prazer com a vida

- Está comendo demais ou de menos

- Está tendo problemas de relacionamentos

Se você respondeu “sim” para a maioria destas cinco pontos você está stressado.
 
Para aprender a lidar com a raiva, sem reprimir, sem explodir e se prejudicar ainda mais deve-se ir a fundo e descobrir quais são as crenças que estão por trás dessa raiva.

 
A psicoterapia dá meios de se desapegar do passado que causa raiva, ultrapassar a barreira da neurose e se livrar do fardo de ser uma eterna vitima.

 
Precisamos de nos reconciliar com as coisas que nos fizeram sentir frustrados ou desvalorizados para começar a superar estas situações e ter a "coisa" que mais interessa: o controle sobre sua própria vida! Mas entenda que reconciliação não significa esquecer ou fazer de conta que “não foi nada”. Significa continuar a viver de forma leve sem apegos emocionais e comportamentos desgastantes.
 
A psicoterapia oferece alguns caminhos como a flexibilização de pensamento que lhe dará opções para reagir de formas adequadas, a mudança dos padrões de pensamentos para que as pequenas coisas do dia a dia sejam vistas apenas como são: pequenas coisas do dia a dia. Você não fará mais um “cavalo de batalha” quando furarem a fila, mas saberá agir com elegância e obter o respeito que merece.





segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Terapia de Casal: entre o fim e o recomeço



O médico de 50 anos dizia-se especialista em terapias individuais e de grupoBrigas de dia, amuos ao deitar, silêncios ao chegar a casa, culpa ao final de anos. Nem um nem outro se lembram como começou. Ambos suspeitam que é o fim. Acabam no consultório a desfiar os queixumes. Ele passa muito tempo no trabalho e ela controla demasiado a vida dele; ele é egoísta e ela descuidada com a aparência; ele deixa a sogra intrometer-se na vida deles e ela não quer saber da família dele. Não ouvem o que estão a dizer, mas interrompem os insultos para ouvir o terapeuta e descobrir aos poucos que afinal há erros partilhados no cartório.
  
Entre marido e mulher há mais mudanças a acontecer. Tudo se passa dentro de um consultório, perante uma única testemunha - o terapeuta conjugal. As transformações estão em curso há pelo menos cinco anos, altura em que os casais portugueses começaram a recorrer mais à mediação familiar.

E a necessidade de pedir ajuda a um profissional é mais uma razão do aumento da popularidade dos terapeutas, acrescenta Manuel Peixoto, da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar. "Hoje há uma maior consciência de que é menos difícil superar uma crise se existir alguém a facilitar o diálogo num local neutro."

Outras reviravoltas avançam em silêncio, e agora há também cada vez mais parceiros a tomar a iniciativa de procurar um terapeuta. "O homem vai perdendo o medo de assumir afectos e carências", diz o psicólogo.

Divergências. As famílias diminuíram em tamanho, mas continuam com o peso de sempre. As sogras, por exemplo, são uma questão complexa, mas Manuel Peixoto resume tudo a uma pergunta: "Quem faz a melhor sopa?" Ele diz que é a mãe dele; ela diz que é a mãe dela. Parece um desentendimento simples, mas é umas principais divergências conjugais. "Quanto maiores forem as diferenças na cultura familiar, maior o abismo entre os dois", alerta.


 
Falta de comunicação ou querer mudar o outro são rastilhos que a herança familiar acende sem que nem um nem outro percebam a origem do mal. "Chegam ao consultório angustiados porque vivem uma relação que não corresponde ao que esperavam", conta Margarida Vieitez. Atacar as causas é a melhor estratégia, e os especialistas explicam o que fazer, mesmo correndo o risco de perderem o emprego: "A melhor sopa é a que os dois conseguem inventar." Sem ceder a pressões de mamãs e de sogras.


É tarefa complicada e amor só não chega. É preciso pragmatismo na altura de definir as cláusulas do "contrato simbólico". Não há necessidade de cartório, mas as regras devem estar definidas: o que é feito em conjunto e em separado, qual o espaço para os amigos, quem lava a loiça, um sofá para dois ou para cada um. Tudo regulamentado.

 
E quem julga que honestidade é o melhor caminho está enganado. A infidelidade, outro grande desencadeador de crises conjugais, é um segredo a guardar para todo o sempre. Se cometeu uma traição - sem importância ou consequência -, não conte ao seu parceiro. "As mulheres lidam melhor com a culpa, mas os parceiros têm dificuldade em fazê-lo", diz Manuel Peixoto. Aliviam os remorsos, mas em contrapartida minam a relação: "Não há utilidade em contar a escapadinha de uma noite." Isso só faz sentido quando a relação extraconjugal assume importância. "Aí é caso para reflectir sobre as razões e procurar saber se a infidelidade resultou das fragilidades do casamento."

 
Desgaste. é a doença comum para casais de todos os feitios, idades ou queixas. "Podemos acompanhar recém-casados, casais com longas relações ou namorados que querem avançar para um compromisso mais sério", diz Patrícia Passarinho. Margarida Vieitez tem maior facilidade em identificar um padrão entre os seus pacientes: "Estão entre os 35 e os 45 anos, com casamentos entre os dez e os 15 anos, com dois filhos e pertencentes à classe média e média alta.

A monotonia que todos se queixam que se alastra no decorrer do casamento, muitas vezes é um mero pretexto para que ambos não reflitam que seus intentos de moldar o outro simplesmente fracassaram. Se pensarmos do ponto de vista histórico e sociológico chegamos à conclusão de que nossos pais ou antepassados fizeram de tudo para preservar o casamento, inclusive aceitando a plena infelicidade e insatisfação; hoje se nota que boa parte da energia é direcionada para a destruição completa da relação.

 
Resumindo conceitos:


O casal...

Surge quando dois indivíduos se comprometem numa relação que pretendem se prolonge no tempo. O casamento assinala que o compromisso foi assumido, pelo que falar em casamento neste contexto significa que dois indivíduos deram início ao ciclo vital do casal e, logicamente, da família, não sendo absolutamente necessário a sua ‘legalização’. O que está em questão é assumir o desejo de viverem juntos, a criação de um lar e de um modelo relacional próprio; referimo-nos a um processo, mais do que a um momento” (Relvas, 1996: 51).

Contra-indicações da T.Casal:


- inexistência de um mínimo de afinidades e interesses comuns

- ambos manifestam o desejo claro de se separarem

- a existência de relações extraconjugais ou qualquer outro segredo, que o sujeito quer manter

- a intenção claramente voluntária de um dos parceiros utilizar a terapia para prejudicar o equilíbrio psíquico do outro

- situações de natureza psiquiátrica: delírio de ciúme, estados depressivos graves (grande melancolia).

Se está a viver uma situação complicada com a sua cara metade não deixe de procurar ajuda. Muitas vezes os problemas perpetuam-se no tempo porque o casal nao fala daquilo que é realmente importante e uma relação acaba por esmorecer. Procure ajuda e concilie-se com a sua cara metade ou consigo próprio....

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Medo da mudança...


Mudança. Essa palavra nem sempre nos agrada muito, talvez seja porque toda mudança pressupõe perdas. Seja os amigos ou vizinhos que você perde quando muda de endereço, ou quando muda de emprego. Por mais que a mudança traga coisas boas e novas experiências, ela sempre significará perder outras. É inevitável.

O medo de mudar refere-se ao medo do desconhecido e surge da nossa imaginação – imaginar o quanto será difícil a adaptação a este novo... emprego, namorado, bairro, estado civil, condição social, ou seja lá por qual mudança você esteja a passar.... 

Mas o medo de mudar também surge da falta de imaginação, ou seja da nossa limitada capacidade para perceber o quanto o novo pode ser estimulante e motivador...

O ser humano tem uma tendência a perceber o negativo maior do que a tendência de perceber o que há de positivo, o que pode dar errado é visto com muito mais ênfase do que perceber o que pode dar certo. Sendo assim tendemos à depressão . Isso tem uma explicação: a evolução.


gestao_da_mudancaIsso mesmo, foi a evolução que mostrou que havia uma boa vantagem em observar com mais atenção o que poderia dar errado, este comportamento ajudou a sobrevivência. O homem das cavernas que sobreviveu aos ataques, fome, frio foi o que soube observar de onde vinha o perigo. Este sobrevivente deixou descendentes, e você sabe quem são estes descendentes? Você! Eu! A sua mãe e meu vizinho!. Ou seja, todos nós. Os que não conseguiram olhar para o futuro com medo, olhar para as mudanças com desconfiança perdeu o jogo da sobrevivência.



Não há mais necessidade de tanto medo , tanta ansiedade , as mudanças são muito favoráveis – agora são.


Medo de mudar para melhor

Também assusta. Mudar para melhor pode ser tão aterrorizante quanto não saber para onde a mudança o leva. A fantasia humana sempre associa mudança ao desconhecido.

“Estou a mudar, ok, dizem que será muito bom esta promoção, ganharei mais, terei uma vaga na empresa, minhas opiniões serão ouvidas, mas...”. Este “mas” é terrível, é ele que te faz ficar com medo de mudar. É ele que diz, lá no cantinho da sua mente, que mudar não será tão bom assim.



O que você deve saber é que este medo é irracional, é mentiroso, é seu mecanismo de defesa que se desregulou e está acionando o alarme desnecessariamente.


Uma das coisas que mais nos mete medo, é a troca de emprego. Se já tivermos um outro emprego certo, onde já conhecemos como funciona, o medo não é tão grande. Agora, se formos para uma empresa desconhecida, com pessoas desconhecidas, podemos perder uma óptima oportunidade. Por medo de mudar de ares, de participar de coisas novas, acabamos deixando estas oportunidades passarem, e como diz o ditado: “a sorte não bate duas vezes”. Vale ressaltar que o assunto aqui é medo em excesso. Não estou dizendo para simplesmente trocar de emprego na primeira oportunidade e sim, avaliar com clareza as chances de dar certo, se vale a pena ou não. E se acharmos que vale, daí sim partir para a troca. 


Porque é que todas as noivas ficam muito nervosas?

Porque existem um conjunto de novidades a acontecer ao mesmo tempo. Só a festa, por si só, já é muito stressante. “E se não entregarem as flores certas? E se a comida se estragar? E se os convidados não aparecerem?”


Dificuldade em largar um péssimo relacionamento

Isso é medo de mudar. Sair deste relacionamento onde já conhece todos os defeitos da pessoa e cair em possibilidades novas? Isso é doloroso. Quanto mais você se prende á antiga rotina – só porque já a conhece não significa que terá a melhor vida possível. Pelo contrário.


Medo de que os outros mudem

Parece que pior do que passar por mudanças é encarar as mudanças dos que nos são próximos.

Vamos e venhamos, todos mudam, mudam de ideias, de filosofia de vida, de endereço, de valores, mudam a cor do cabelo...



Dar e entender com um novo olhar a mesma pessoa é muito difícil porque isso obriga-nos a gerar mudanças em nós mesmos.


Como encarar de forma mais leve o medo das mudanças

A melhor forma é mudar seus padrões de pensamento, ficar nas vantagens e lutar para que você seja vitorioso em cada mudança. Para alguns será necessário eliminar cargas negativas referentes à mudanças mal sucedidas em outras fases da vida.

A psicoterapia é um caminho para este sucesso. O psicólogo é o agente de mudança positiva na sua cabeça que o prepara para todas as outras mudanças, as inevitáveis, as desejadas e as procuradas

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

2012: combater a sensação de incapacidade e desesperança- parte I

Pois é, estamos a caminho de 2012 e nos meios de comunicação social apenas se veincula uma mensagem: desespero, falta de motivação, CRISE. Todos nós conhecemos os estados “cinzentos”, esses períodos de dúvida, indecisão, melancolia e desesperança. Todos nós acreditamos que o próximo ano será tão horrivel, que não vamos conseguir fazer face ao que ai vem, crença reforçada por tudo aquilo que ouivmos na televisão, lemos nos jornais, na internet, nas pessoas que não falam de outra coisa...é assim que se sente? Miserável? Sem saida? triste?


Demasiado miserabilismo, melancolia, desgosto pode fazer mal. Quando a desesperança se instala, desenvolve uma vida própria que já pouca ou nenhuma relação tem com as causas iniciais. Chegamos a um estado em que simplesmente se instalou o hábito de estarmos tristes. Ficamos com dificuldade em gerir as nossas emoções, estas deixam de nos servir, pela persistência no tempo, e viram-se contra nós. Tem então inicio a espiral descendente dos estados deprimidos e incapacitantes. Sentimentos negativos, irracionais e inadequados provocam pensamentos desesperados, que acabam por exacerbar ainda mais o estado de abatimento em que nos encontramos.


Ao sentirmo-nos sem forças para mudar o rumo à nossa vida, acreditamos que nada poderá mudar para melhor. É assim que os estados deprimidos conduzem de uma forma perversa, uma situação em que o nosso desalento nos parece mais que justificado. Sem dúvida alguma que quem cair neste círculo vicioso não pode ser feliz. A depressão é a antítese da felicidade.

Nas suas formas mais profundas a depressão é uma desordem de humor que requer tratamento especializado. Por isso, quem, ao longo de um período de mais de quatro semanas, se sentiu, durante a maior parte do tempo, sem valor e sem vontade de fazer nada, se sofre de cansaço constante, insónias ou até talvez tenha pensado repetidamente sobre a própria morte, deveria o mais breve possível conversar com um psicólogo sobre o assunto. Estes estado de abatimento diário não são só incomodativos, como também acabam por tornar-se em autênticos inibidores do prazer e da alegria de viver.


DESAMPARO APRENDIDO

 Para conseguirmos actuar contra os sentimentos e pensamentos negativos temos de perceber de onde eles vêm. Atualmente e de acordo com a abordagem da psicologia positiva, parte-se do princípio de que um estado de abatimento duradouro advém da experiência de uma situação desagradável e incapacitante para a qual e apesar de a pessoa se ter esforçado, não foi encontrada uma solução satisfatória. A pessoa aprendeu que independentemente dos seus esforços para combater a situação todas as suas acções obtém o mesmo resultado negativo, estamos a falar do “desamparo aprendido”.

E é assim que hoje os portugueses andam a viver: por muitos sacrificios que façam, a crise não vai melhorar, vamos perder cada vez mais o poder de compra, vamos perder os nossos beneficios, vamos perder regalias, não vamos conseguir viver...não estaremos todos a resignarmos a esta situação? E o que podemos fazer para mudar?

 
A reter: O abatimento surge devido à resignação.



Através de experiências particularmente frustrantes ou traumáticas, uma pessoa poderia aprender que seus comportamentos são insuficientes ou inúteis para mudar ou controlar os fenómenos a que se vê exposto. Tal estado de desamparo levará a pessoa à desmotivação, passividade, falta de agressividade, deficiências sociais e sexuais e apatia geral.


Que Fazer?

Na realidade, a coragem e a vontade de viver dependem muito mais do modo como avaliamos uma situação do que da situação propriamente dita. São as nossas crenças que determinam o que sentimos e como vamos agir em determinada situação. É modificando estas crenças que podemos mudar o nosso estilo explicativo para um estilo mais optimista. Para isto, usamos o modelo, ABCDE:


■A – Adversidade. A situação a analisar.

■B - Crenças (Beliefs). Aquilo que pensamos acerca da situação pode não ser totalmente consciente.

■C –Consequências dessa crença. A forma como agimos ou como nos sentimos, consequência dos pensamentos. Os sentimentos dão-nos a pista para descobrir o que pensamos.

■D - Disputar a crença que já faz parte da rotina. A parte mais importante do modelo: questionar as crenças que mantemos inconscientemente.

■E - Energia que ocorre quando se disputa com sucesso. Sentimento de bem-estar que se sucede após percebermos que não somos obrigados a ver as coisas da mesma forma negativa como antigamente.


Solução: A parte mais importante deste modelo é a da disputa, que nos permite distanciar das nossas explicações pessimistas para as podermos analisar. Esta deve ser feita como se estivéssemos a disputar as afirmações de outra pessoa que nos quisesse ver infelizes. Devem-se procurar objectivamente as provas que apoiem essa explicação pessimista e, caso os encontremos, questionar a utilidade de manter essa crença e quais as consequências de o fazermos.





COMO A DESGRAÇA SE AUTOMATIZA


Umas quantas frases lidas pode mudar o nosso estado de espírito, mas o inverso é igualmente verdade. O estado de espírito também influencia aquilo que percepcionamos. A percepção e a emoção são permeáveis nos dois sentidos. Quando estamos abatidos temos uma grande propensão para repararmos em frases, situações ou acontecimentos compatíveis com o nosso estado. Ao ler o jornal repara-se em frases do género “o futuro é negro”, repara-se mais nas profecias pessimistas do género “não conseguiremos sair da crise”, estamos mais susceptíveis a ler as notícias de desgraças e pessoas sem sucesso.

Esta tendência para a confirmação pessimista do estado deprimido, tem uma razão de ser, o nosso lobo frontal, é uma parte do cérebro responsável pelas nossas memórias e também responsável pelas emoções, ao estabelecer ligações entre os dois canais de informação (memórias e emoções) gera-se uma tendência que todos nós temos para recuperar recordações tristes quando nos sentimos desanimados e deprimidos. É como se víssemos o mundo através de uns “óculos escuros”, a tendência do cérebro é manter esse estado de espírito negativo, é fá-lo escolhendo os estímulos que condizem com a situação emocional vivida. Pensamentos obscuros, experiências negativas, acontecimentos traumáticos, fracassos e recordações amargas adquirem primazia, ocupando a nossa consciência e atenção.


Desta forma, como já só vemos desgraças em todo o lado, o organismo reage de forma coerente. Os pensamentos negativos, passam a ter quase a totalidade da atenção de processamento do cérebro. O nosso cérebro é capaz de se aperceber de uma ameaça real, mas igualmente de uma imaginada, dando-lhe a mesma importância. Imaginamos até ao mais ínfimo pormenor aquilo que poderá vir a acontecer e preocupamo-nos com aspectos e acontecimentos altamente improváveis. O facto de pensarmos neles, gera mal-estar. isto mostra-nos até que ponto o fluir dos pensamentos e fantasia influenciam o nosso estado de espírito. Muitas vezes é a capacidade que temos para imaginar a infelicidade que nos torna infelizes.

Tente não lhes dar grande importância....



Então o que podemos fazer para combater a sensação de incapacidade e desesperança?


TRANSFORME O PENSAMENTO OU O SENTIMENTO EM ACÇÃO


Uma forma eficiente de mudar a visão de um problema é simplesmente mudar aquilo a que se está a dar atenção. Em vez de se concentrar na sua vida interior entre em acção. Em vez de se centrar em colocar a si mesmo questões complicadas, como por exemplo, “porque estou com este problema?”, “o que há de errado comigo?”, “o que fiz eu para merecer isto?”, sugiro que faça perguntas que sejam variações destas: “porque razão continuo a fazer, pensar e a prestar atenção ao que me coloca em baixo e que não é útil, que outras coisas poderia pensar, ou focar para alterar a situação em que me encontro?”

Recomendo-lhe que faça perguntas iniciadas por: com?, ou o quê? Por exemplo, em vez de se questionar porque só me acontecem a mim estas coisas desagradáveis e incapacitantes?, ou porque fracassam sempre as minhas relações amorosas?, faça perguntas mais produtivas, como o que posso fazer para alterar a situação? ou, como devo agir para que as minhas relações no futuro possam ser melhor conseguidas?


ALTERNATIVAS PARA ESCAPAR À INFELICIDADE


Nós sentimo-nos desmotivados e deprimidos quando o cérebro carece de actividade. Esta é a razão pela qual a natural reacção à infelicidade não ajuda: quem se desmobiliza acaba por tornar tudo ainda pior, pois o cérebro vê-se privado dos estímulos que lhe permitem retornar à actividade. A falta de vontade para enfrentar as mais pequenas tarefas do dia-a-dia, a paralisação dos sentimentos e do raciocínio vão crescendo.


A reter: A inactividade não é uma receita aconselhável contra o abatimento.

Podemos enfrentar estes estados de desânimo na nossa vida através de uma dupla estratégia:
■Esforçar-se para manter as pequenas tarefas e actividades do dia-a-dia, principalmente as mais subtis, vestir-se adequadamente, fazer a cama, alimentar-se, sair com os amigos, ir ao cinema, passear, lavar o carro, ir às compras.

■Controlar e dirigir os próprios pensamentos e sentimentos, de forma a que a ruminação e a sensação de tristeza profunda não se torne um hábito.



ESCAPAR AO DESÂNIMO

Sabe-se hoje que a actividade física promove as sensações e sentimentos positivos. A actividade física é um importante aliado do tratamento antidepressivo devido ao seu baixo custo e sua característica preventiva de patologias que podem levar uma pessoa a situações de stress e depressão. Os estudos que relacionam a actividade física à depressão têm verificado que as pessoas que praticam actividade física de forma regular reduzem significativamente os sintomas depressivos. Para além dos benefícios da libertação de endorfinas (“químicos do bem-estar”) no organismo, a prática esportiva permite ainda que a pessoa volte a sua atenção para as boas sensações que o corpo lhe transmite. É restabelecida a ligação às sensações corporais, permitindo desta forma um processamento de estímulos de bem-estar, devolvendo à pessoa o ânimo esquecido. Só o facto de estarmos conscientes de que conseguimos realizar algo para o nosso bem, e contra a resistência do comodismo, ajuda a afastar os estados deprimidos e melancólicos.


Algumas formas complementares para ajudar a gerir as emoções e ter controlo na sua vida, têm a ver com duas actividades “naturais” e ambas restauradoras das nossas energias: O relaxamento e o sono. E uma outra, mas pela negativa, causadora de tensão, frustração e sobrecarga: o Stress. As duas primeiras são armas que podemos e devemos utilizar para nos restabelecermos e melhor controlar os nossos estados de ânimo. Acontece, que perante as situações negativas da nossa vida e consequentes situações de incapacidade e desesperança, estes dois requisitos são tremendamente afetados pelo terceiro (o stress), prejudicando-nos ainda mais a clareza de pensamento e motivação. Desta forma, se está numa situação negativa da sua vida, com pensamentos derrotistas, de incapacidade e desânimo, pondere praticar algumas  técnicas simples de combate ao stress, relaxamento e melhorar os estados de insónia.

SOU CAPAZ DE ME AJUDAR

Acredito que numa situação em que tudo nos corre bem, em que estamos a ser produtivos no trabalho, as nossas relações desenvolvem-se de forma saudável, andamos animados e com boas perspectivas de futuro, possamos não ter necessidade de nos preocuparmos ou ocuparmos com algumas das actividades atrás referidas. No entanto quando a situação é inversa, devemos fazer o esforço de nos voltarmos para nós mesmo e dizer: ” Sou capaz de me ajudar”. Sim você é capaz de se ajudar a si mesmo, mas para isso é necessário mudar a perspetiva negativa que criou de si, do mundo e dos outros. É necessário alterar a perspetiva de vítima, para uma perspetiva de produtor, de actor, de protagonista da sua vida. É você que pode escrever diariamente o guião da sua vida, com uma grande vantagem, se ao produzir e executar esse guião (falas, comportamentos e sentimentos) não estiver como pretendido, pode sempre ter a possibilidade de reescrever novamente o guião, antevendo e imaginado o que quer dizer, fazer ou sentir e que estratégias vai utilizar para se assegurar que irá acontecer como deseja. Você tem a possibilidade de se ajudar a si mesmo.

Como já verificámos, o abatimento e a desmotivação, apesar de terem relação com os acontecimentos da nossa vida, estabelecem igualmente relação com a forma como interpretamos as coisas para nós mesmos, e o que fazemos para resolver os nossos problemas.. A estratégia a utilizar é desafiando esses mesmos pensamentos e implementar pequenas actividade com base no que você estabeleceu no seu guião de vida. Em seguida produza o seu próprio filme da “felicidade”. Não se iluda, você pode escolher aquilo que pretende sentir e o que deve fazer para lá chegar. Coloque-se no papel de produtor da sua vida e promova sensações de bem-estar e de capacidade.















quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Solidão: porque tendemos a sentir-nos tão sozinhos?



Nunca tivemos tanta facilidade na comunicação e ao mesmo tempo tanto isolamento como o que temos temos hoje. Se a Internet nos permite uma rápida ligação com as pessoas e nos favorece tanto a amplitude nos contactos, porque será que as pessoas tendem a sentir-se cada vez mais isoladas?

As salas de “chat” na Internet são exatamente um atractivo para as pessoas solitárias, sempre em busca de alguém com quem se possa gastar (desperdiçar?) algum tempo, sem comprometer a privacidade de cada um.

Por que esse tipo de contacto é tão procurado? Esta é uma maneira de envolver-se parcialmente, de esconder-se. É uma alternativa a um contacto sem compromisso, uma falsa aproximação, onde cada um faz apenas um contacto superficial, sem envolvimento real.

São vários os factores que parecem "empurrar" uma pessoa em direção aos relacionamentos “internéticos”, indicando que talvez esse comportamento não seja uma escolha, mas sim uma imposição.

Um dos factores é o medo. O contacto directo tornou-se perigoso. Quem é a pessoa que se aproxima e com que intenção?: Quantas são as vezes que em consulta me referenciam “Não tenho amigos porque sei que as pessoas se aproximam de mim por interesse. Em algum momento sei que me vão pedir alguma coisa. Já vi isto inúmeras vezes sei que pode acontecer novamente...

Um segundo factor é a competição nos vários sectores da vida diária individual. O outro é aquele que compete comigo no trabalho, no curso, na própria família, no sexo. O outro, ou a outra pode chamar mais a atenção do que eu. Assim, é preciso manter a distância e a privacidade.

O afastamento um dos outros, na verdade é um processo lento. Nas cidades do interior, por exemplo, antes da existência da TV, as pessoas levavam as cadeiras para as calçadas à noite, e ali ficavam a conversar com os que passavam. Será que hoje isto é possível ainda observar? Com o aparecimento da TV, as pessoas começaram a recolher-se, absortas com as programações, e automaticamente mergulhando nesse afastamento sem se perceberem.

Outro ponto é decorrente também da competição que se estabeleceu: a necessidade da informação. Essa necessidade “encurtou” o nosso tempo, pois a minha competência ancora-se naquilo que eu sei, no meu saber, na minha formação. Esse preparo é ampliado aos filhos, que também correm atrás do tempo.
Portanto, corremos com eles e por eles...

A falta de tempo instalou-se sorrateiramente na vida de cada um de nós de tal forma que a convivência tornou-se raridade e o isolamento estabeleceu-se como uma forma de vida inflexível e até irreversível.


Sem se aperceber, o ser humano adoeceu no isolamento, mas nem por isso mudou internamente. Continua carente de convívio e de relacionamentos profundos. Verdade?

Ter amigos e conviver profundamente com eles é a receita terapêutica para nossa saúde emocional...

Você ainda acha que a solidão é uma escolha?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Acabe com o stress treinando a sua mente: viva tranquilo


O stress é um instinto. O corpo reage quando se depara com uma ameaça real ou imaginária. A pressão arterial sobe, a freqüência cardíaca aumenta, a respiração fica ofegante, os músculos ficam tensos, dá dor de barriga. Alguma vez sentiu stress? De certeza que a resposta é "sim". 

Observem o que eu disse ameaça real ou imaginária, você pode tanto estar a ser atacado por uma pessoa furiosa como pode estar a imaginar que o seu namorado vai terminar consigo- você “percebeu” que ele está ultimamente com um ar distante, ou imagina que o seu chefe vai demiti-lo porque esta semana ele exigiu-lhe mais do que o normal. Independente de estas situações serem verdadeiras, se lhe passou pela cabeça que o seu chefe o vai demitir o corpo acredita, e acreditando começará a reagir como se fosse verdade. Na realidade o seu cérebro não sabe o que é real, tudo o que  você pensa, como o que  você vive de facto, é percebido pelo cérebro como realidade.   

A repetição dessa reação do seu corpo ao stresse faz com que você produza hormonas que podem ser perigosíssimas, podem desencadear desde uma simples dor de cabeça como a um enfarte. 


Sintomas relacionados com o Stress 

Os sintomas psicológicos podem ser: ansiedade, tensão, confusão, irritabilidade, frustração, ira, ressentimento, hipersensibilidade, você fica muito reactivo, passa a ter dificuldade na comunicação com as pessoas, afasta-se das pessoas, e o pior, sente-se isolado, insatisfeito com o trabalho, com a vida, aparece a fadiga mental, prejuízo do funcionamento intelectual, perda da concentração, da espontaneidade, da criatividade e  da auto estima. Enfim, você começa a odiar-se!   

Os sintomas físicos: Aumento da pressão sanguínea, problemas gastrointestinais, fadiga física, sudorese, problemas de pele, dor de cabeça, distúrbios do sono, etc.

Sintomas comportamentais: “Deixar para amanhã”, evita o trabalho,  você fica menos produtivo, uso e abuso do álcool e drogas tanto legais como ilegais, come em excesso, o que leva a obesidade, ou come muito pouco, depende de cada pessoa, a que costuma ter pouco apetite, em stresse esse apetite some de vez, quem tem mais apetite vira um leão para comer, e em casos de stresse mais graves pode acontecer até tentativa de suicídio.


Stresse interno e Stresse externo

O stress pode vir de fora de, como por exemplo problemas com a família, trabalho, amigos, ou pode ser interno, quando se luta com um conflito emocional, por exemplo, quando a pessoa se impõe a padrões muito elevados,  só se aceita se estiver tudo perfeito na sua vida, sofre um sstresse que ela mesma criou. Outros conflitos emocionais são as ansiedades, frustrações, angustias, mágoas, decepções, raivas, etc.

Consequências do stress

A principal hormona envolvida neste processo é o cortisol. Quando o stresse é passageiro a produção do cortisol é pouca, o suficiente apenas para o deixar alerta, o que é bom, porque lhe permite enfrentar a ameaça, mas se o stresse for crônico, todos os dias, toda a hora, a sua cabeça vive com mil preocupações como, por exemplo,  você remoendo o pânico de procurar emprego,  o marido que nunca chega cedo a casa, o seu chefe que sempre o acusa de erros nos seus relatórios, é essa timidez que o deixa sem graça diante das pessoas. Cada um destes eventos vai produzindo cada vez mais cortisol no seu seu organismo. O que é um perigo, tanto mental como físico, pois aumenta o risco de acumulação de gordura nas paredes das artérias, eleva a pressão arterial, enfraquece os glóbulos brancos, e com isso reduz a capacidade do organismo lutar contra as doenças. Já ouviram falar das tais doenças psicossomáticas? Do psicológico afectando o nosso corpo? Tudo começa por aí. Você passa por problemas psicológicos, traumas, torna-se emocionalmente debilitado e chega a um momento em que o corpo padece também.

Depois de anos de estresse o corpo começa a desmoronar: a memória vai diminuído, o sistema imunológico fica enfraquecido, ou seja,  você fica muito mais susceptível a tudo o quanto é doença e nem sabe porque, hipertensão, problemas de estômago, problemas dermatológicos, dificuldades digestivas, etc.

Porque é que algumas pessoas não se stressam?

Existem pessoas que passam por fortes situações, perdem um ente querido, por exemplo, e ainda assim superam, claro que com dor, luto, mas conseguem levar a sua vida normalmente. Não é porque a pessoa não gostava desse ente querido, gostava e muito. Existem pessoas que vivem com a agenda lotada 14 horas por dia de obrigações, coisas para fazer, trabalho e responsabilidades, e ainda assim vivem sem stresse, enquanto outros se desestruturam totalmente. Ou seja, algumas pessoas têm uma boa capacidade de enfrentamento e outras não têm, ou num dado momento têm boa capacidade de enfrentamento e em outro momento já vai tudo por água abaixo.


Pode ser que o individuo stressado nem sabe qual é a fonte de stresse, isso você percebe quando não há nada de muito mau na sua vida, mas ainda assim está morto de cansaço: “aparentemente minha vida não tem nada de catastrófico, mas eu não estou bem”. A resposta é:  você não dispõe de armas pra vencer o stresse.


Enfrentar os problemas

Enfrentar significa usar uma das três saídas:

1ª superar o problema,
2ª evitar o problema ou
3ª conviver com o problema.

Ou seja, ou você elimina o problema, ou evita do problema, ou aprende a conviver com ele. Isso é enfrentamento. Ex: O seu casamento  está a ser um problema, mas você não consegue resolver nem consegue sair do problema (não consegue separar-se), e nem dá para aprender a conviver com ele, aí sim, chegamos no stresse.  Você está num beco sem saída, está stressado.


O que fazer para combater o stresse 
 

Relaxar. Fácil falar, não? “Relaxa!” Já ouviram algo assim? É irritante, mas não deixa de ser verdadeiro, pois relaxando o corpo produz mais oxido nítrico, molécula antídoto contra o cortisol.     

Como relaxar  
Aprendendo a flexibilizar o pensamento. Aprender a pensar racionalmente. Aprender a resolver os problemas do dia a dia. Usar o lado esquerdo do cérebro - por mais que digam que se deve desenvolver o lado direito, que é o lado das emoções e da criatividade, na realidade o lado direito é responsável pelo descontrole emocional, quando  você fortalecer o lado esquerdo, que é o lado da lógica, do raciocínio, da atenção e do controle das emoções, você vai conseguir mais equilíbrio e paz de espírito. Quando você não consegue sozinho você pode contar com o trabalho do psicólogo e da psicoterapia.

Como a psicoterapia age no combate ao stresse?

Tratando da ansiedade e da depressão, ou seja tratando do seu estado psicológico. A psicoterapia faz esse serviço. Tanto a Terapia Cognitiva Comportamental como a psicanálise tenta ensinar a identificar os pensamentos automáticos destrutivos e a reavaliar a sua vida. Muitas pessoas sofrem por fazerem uma interpretação errada das situações do dia a dia. Por exemplo, uma pessoa acha-se imprestável e sofre porque vive como se isso fosse verdade, na terapia tem a possibilidade de identificar de onde vem essa idéia. Será que foi da sua criação? Será que a pessoa foi passando por situações negativas e repetitivas que foram estabelecendo esquemas negativos dentro de sua mente? O psicólogo trabalha para que essas crenças disfuncionais sejam corrigidas.    
 
Insegurança promove stresse

É preciso encontrar segurança interna. A pessoa segura não sente o stresse tão facilmente.  Ser seguro é perceber-se forte e resistente às emoções destrutivas. Não falo da percepção de segurança falsa, aquela adquirida com pensamento positivo, aquela coisa de acordar olhar no espelho e repetir “tu és lindo, forte e a tua vida é perfeita”, eu falo do pensamento racional, verdadeiro, que admite que haja adversidades, mas que  você pode encará-las como oportunidades de crescimento, sempre aproveitando a vida como aprendizagem. Aprender é sempre muito mais interessante do que nunca errar, nunca se deparar com o chefe chato, com o namorado que enrola, o trânsito, a chuva, o medo, etc.

Quando entendemos as situações que produzem stresse passamos a entender o próprio desgaste psicológico. stresse não é trabalhar muito e ficar cansado, isso  você recupera numa noite bem dormida, o verdadeiro stresse  é a “cabeça” cansada, a dificuldade em se tornar independente, a insegurança, a falta de auto-estima, o ciúme desproporcional e todas as situações onde você se sente vulnerável e incapaz de superar.

Desenvolvendo Recursos Pessoais

Um dos recursos pessoais mais importantes é o senso de auto-eficácia. Auto-eficácia significa que você acredita em  si mesmo,  você percebe que tem condições de enfrentar ou resolver os seus próprios  problemas. O senso de auto-eficácia pode ser adquirido naturalmente, ou seja, os sucessos que você teve no passado oferecem a base para perceber que poderá sair se bem nas próximas situações problemáticas da vida.
Quando a pessoa fracassa em algum momento da vida tende a considerar que as suas novas tentativas também vão dar em fracasso, o que não é verdade necessariamente, mas por não acreditar em si mesmo (não desenvolver o senso de auto-eficácia) nem tentará resolver o novo problema, o problema cresce, e pronto! Virou uma profecia que se auto realizou. Tanto achou que não iria resultar que não deu mesmo. 

Quanto mais fraco for o senso de auto-eficácia de uma pessoa, menos ela vai enfrentar os problemas e mais stressada ficará. Auto-eficácia é como uma lupa, se  você usar a mesma direito  você vai usar a lente de aumento e verá tudo de forma mais clara, tudo maior, mas se usar a lupa do lado contrário tudo fica muito difícil de ver. Auto eficaz é a pessoa que vê sua capacidade com a lente de aumento, e olha para os problemas com o lado que diminui. O stressado já olha os problemas pela lente de aumento, e mesmo sendo problemas pequenos ele os vê como insolúveis, insuperáveis.

Mesmo que a pessoa não tenha adquirido este senso naturalmente com a vida, ainda assim é possível desenvolve-lo através do trabalho do psicólogo, em psicoterapia.

Conclusão

Você pode treinar-se a se sentir melhor, independente do que esteja acontecendo na sua vida. O seu cérebro vai acompanhar esse treino e vai se alterar.  Você vai funcionar diferente. 

A decisão de ser feliz está em suas mãos. O estado mental está sob o nosso controle. Ele pode ser mudado com treinamento.